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A boiada passou

Bolsonaro deixará o governo com aumento de 60% no desmatamento da Amazônia

Mandato do presidente de extrema direita foi o que teve maior crescimento da devastação

Double | Rio de Janeiro (RJ) |

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Destruição da mata avançou durante o governo Bolsonaro - Carl de Souza/AFP

O governo de Jair Bolsonaro (PL), que termina em pouco mais de um mês, entrará para a história como o que teve maior aumento nas taxas de desmatamento da Amazônia. Segundo dados compilados pelo Observatório do Clima, o crescimento na devastação será de 59,5% na comparação com os quatro anos anteriores.

Estimativa divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) prevê 11.568 km² de destruição só no ano de 2022 - o equivalente a duas vezes a área do Distrito Federal. Na média, o governo Bolsonaro incentivou ou pemitiu a destruição de 11.396 km² por ano.

Saiba mais: Amazônia vive nova dinâmica de devastação inaugurada por Bolsonaro

Os levantamentos com imagens de satélite começaram a ser realizados em 1988. De lá para cá, o recorde no aumento da destruição da floresta amazônica foi registrado no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), entre 1995 e 1998, quando houve aumento de 42,5% na comparação com os quatro anos anteriores.

"O regime Bolsonaro foi uma máquina de destruir florestas. Pegou o país com uma taxa de 7.500 km2 de desmatamento na Amazônia e o está entregando com 11.500 km2 . A única boa notícia do governo atual é o seu fim", disse o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini.

O Observatório do Clima destacou ainda que os dados do Inpe já estão compilados desde o início do mês. Porém, o governo de Jair Bolsonaro decidiu esconder os dados para que eles não fossem apresentados e discutidos na Conferência do Clima do Egito, a COP27, repetindo o que foi feito em 2021, antes da COP26, realizada na Escócia.

Edição: Nicolau Soares


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