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Ataque com drones

EUA prometem resposta às mortes de militares na Jordânia; Irã nega participação

Resistência Islâmica reivindicou autoria do ataque em resposta ao apoio estadunidense ao massacre na Faixa de Gaza

Double | São Paulo (SP) | |

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Lloyd Austin em reunião
Lloyd Austin participou de uma reunião nesta segunda-feira com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, no Pentágono - Julia Nikhinson / AFP

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse nesta segunda-feira (29) que tomará "todas as ações necessárias" para defender as tropas do país depois de um ataque com drones matar 3 militares estadunidenses e deixar ao menos 34 feridos na Jordânia neste domingo (28). 

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No dia anterior, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o ataque foi apoiado por grupos do Irã e prometeu "responder" aos atentados. O governo iraniano negou que tenha tido participação.

Mas o grupo militante Resistência Islâmica no Iraque  - organização apoiada por Teerã - reivindicou a autoria dos ataques e afirmou que o atentado foi realizado em resposta ao apoio dos EUA à Israel na operação militar na Faixa de Gaza.

Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani negou envolvimento de seu governo: "Estes grupos decidem e agem com base nos seus próprios princípios e prioridades, bem como nos interesses do seu país e do seu povo", afirmou, à agência iraniana Irna.

O porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos, John Kirby, afirmou que o governo está avaliando as opções para essa resposta, mas que não está interessado em entrar em outro conflito no Oriente Médio.

Um relatório preliminar obtido pelo jornal dos EUA Wall Street Journal indica que o drone que realizou o ataque pode ter sido confundido com um aparelho dos EUA e que, por isso, não teria sido abatido. 

O ataque foi feito em uma região na fronteira entre a Jordânia e a Síria, na base conhecida como Torre 22. De acordo com a agência de notícias Associated Press, 350 militares estão alocados na base militar. Os três mortos eram soldados do Exército dos EUA. 

A Jordânia é um dos países aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, que abriga cerca de 4 mil soldados do país em seu território.

Lloyd Austin participou de uma reunião nesta segunda-feira (29) com o secretário-geral da Otan (aliança militar ocidental), Jens Stoltenberg, no Pentágono, para reforçar o compromisso dos EUA na Otan. O representante da Otan também condenou o ataque à base norte-americana.

Edição: Rodrigo Durão Coelho


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